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Mares revoltos


Banco de praça

 

O poema no banco da praça

Livre de amarras

Traduz em palavras

Saudades guardadas

Quem dera encontrasse você

Caminhante em terras distantes

Amigo perdido no cotidiano dos dias

O poema pode

O poema sabe

O poema é

Encontro de quem ficou naquele que se foi......



Escrito por Ádina às 14h22
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Paisagens


A visita do Papa


E se fosse o próprio Jesus, como homem, a nos visitar?

Chegaria alegre e discreto. Dispensaria tantas honras, tantas pompas.

Viria com suas roupas simples, sem anéis nas mãos, sem chapéus engraçados.

Não haveria chefes de governo, nem oficiais do exército a recepcioná-lo.

Se hospedaria em nossas casas simples. Dormiria em nossas camas de todas as noites. Lençois de algodão. Um cobertorzinho caso esfriasse....

Acordaria pela manhã despenteado, ficaria na fila do banheiro para se arrumar....

Sentaria em nossas mesas. Postas. Leite quente, café, pão, catarina de chocolate (!). Ele também deve gostar, rs.

Partilharia da simplicidade do nosso dia a dia.

Andaria por nossas ruas. A pé. Brincaria com nossas crianças. Com nossos cachorros. Visitaria nossos doentes.

Celebraríamos em nossa igrejinha do bairro. As tintas das paredes desbotadas pelas chuvas. O chão gasto pelo tempo. Mas a enfeitaríamos com as mais belas flores que conseguíssemos.

Uma cadeira especial no altar, mas Ele a dispensaria. Sentaria em nosso meio.

Cantaria conosco. Não se importaria com nossas desafinações, sic.

Ouviria nossas preces, nossos agradecimentos. Celebraria o mistério da nossa fé. Ele próprio. O pão vivo descido do céu. Encheria de graça e esperança nossas vidas.

Ganharia abraços, beijos, presentes das crianças, faixas de boas vindas, uma apresentação do arteDeus....um poema da Ádina....

Pediríamos para ficar. Eternizar o momento.

Não poderia. Não deveria ser assim.

Sairíamos pelas ruas, visitando quem nos abrisse as portas. Sentaríamos nas praças. Conversaríamos com as crianças abandonadas, com os desempregados. Com quem já não esperasse muita coisa da própria vida.Partilharíamos as dores, as alegrias, os medos, as dúvidas, as angústias.

Guardaríamos para sempre as mais belas palavras, as mais belas lições. Como Maria....

Voltaríamos para casa.

Seria noitinha. Teríamos fome.

Nossa mesa simples novamente partilhada.

Mas chegaria a hora de ir.

Nossas lágrimas não poderiam detê-lo. Deveria voltar ao Pai.

"Eis que estou convosco, por todos os dias, até o final dos tempos....."

E partiu.....

O céu daquela noite seria o mais estrelado que se pudesse criar.

Nossas mãos, nossos corpos aquecidos por seu calor.

No coração a certeza de que nada foi em vão.

O abraço apertado. A fé renovada. A lágrima enxugada...

"Eis que estou convosco...."

Jesus....

Nossa igreja viva. Não feita de pedras mas do próprio Espírito.

Pulsante. Reveladora.

Se fosse Jesus a nos visitar, como homem, seria assim....


Este texto foi escrito em maio/2007 por ocasião da visita de um outro papa. Ao recebermos a visita do papa Francisco me veio a lembrança deste texto antigo e tão atual.

"Não trago ouro nem prata mas o próprio Jesus...."

Que assim seja! 



Escrito por Ádina às 18h02
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Passeio

 

Olhando  vales e morros.

Estradinha cortando o verde.

Havia um pé de pitanga(!), acerola(!) - caipiras urbanos....somos nós....

Pé de milho era milho. Esse conhecíamos!

Cheiro de eucalipto.

Cachorros lindos! Sujos de terra. Cavando túneis intermináveis.

O vento era bom.

A tarde caía lenta....

Longe da cidade(!) - tudo parece começo.

Tudo parece novo.

Mas você fez falta.

Talvez por saber a diferença entre pitangas e acerolas.

As mangas reconhecemos viu?

Progressos....

Nossas aulas de botânica.....

Um dia a gente volta.


Republicação, com alterações, do texto de 27/01/2006.....em homenagem a minha amiga Suzana, de Tangará da Serra - MT

 



Escrito por Ádina às 17h31
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"Eu sou a metáfora de mim.

Por isto, quando eu morrer

morrerá meu poema.

Restarão apenas palavras sem sentido,

formas tornadas vãs de um mistério,

cuja chave perdida para sempre

no silêncio da morte,

ninguém encontrará."

                                                                                                                                                                                                   Poemas - Daniel Lima



Escrito por Ádina às 00h29
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Sei.....

Que os montes serão sempre montes

Que os vales serão sempre vales

Que os rios serão sempre rios

Que novidade então te contar?



Escrito por Ádina às 19h19
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É Natal...

Jesus renasce nos corações dos homens....



Escrito por Ádina às 12h13
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Hoje não quero respostas

Nem perguntas

Tampouco certezas

A incerteza me basta.



Escrito por Ádina às 22h49
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Áh!!!!!!!!!!!!!Preguicinha...........



Escrito por Ádina às 19h39
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Ipês amarelos

                                          Rubem Alves - agosto/2010....

 

"Uma professora me contou essa coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados  nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?" Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês amarelos..." A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.

Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores...amo os ipês mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, de Monet, de Dali, do repicar dos sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à luz da lareira.

Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem.

Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Diferentes dos filmes que exigem tempo para serem vistos, as fotografias são instantâneas. Minha crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver.

Uma das minhas alegria são os e-mails que recebo de pessoas que me confessam haver aprendido o gozo da leitura lendo os textos que escrevo. Na  literatura, frequentemente, o curto é maior que o comprido. Há poemas que contém todo o universo.

Sei que não me resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto na verdade é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui...Escrever é meu jeito de ficar por aqui... Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês amarelos..."

 

Palavras do poeta, palavras minhas....o gostar de cachorros, de vento no rosto, de olhar estrelas, do repicar dos sinos....de ipês amarelos....

Sejam as palavras nossas sementes.....



Escrito por Ádina às 19h57
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inutilidade

desaprendi a fazer versos

e canções

o tempo escasso passa por mim

sorrisos assim nunca mais

letra bonita

histórias vãs

como meus dias



Escrito por Ádina às 20h05
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O que faz você feliz?

                                                        parte 2 - para o Guilherme

O que faz você feliz?

Um beijo no nariz?

Um pacote de bis?

Vai... me diz....o que faz você feliz?

Uma garota maluquete?

Um pacote de chiclete?

Ãh? Diz vai.....

Correr pelado na rua?

Sonhar olhando prá lua?

Áh já sei....

Um abraço bem apertado da sua tia maluca.....

E um dedo novo para comemorar.....



Escrito por Ádina às 00h10
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Áh! Se eu pudesse

E se o meu dinheiro desse (rs)

Te daria um pedaço do céu estrelado

Só para iluminar tuas noites sem mim.



Escrito por Ádina às 20h34
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O que faz você feliz?

 

Um saco de confete (de chocolate)......

Um bolo de chocolate.......

Uma torta de chocolate......

Um abraço apertado.....

Um poema lembrado.....

Um sorriso inesperado....

Um perfume no ar....

Um livro amarelo....

Um par de chinelo.....rsrsrsrsrs

Feliz aniversário!



Escrito por Ádina às 19h47
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O (sem) sentido da vida

 

As nuvens nunca são inteiramente brancas.....

Há sempre um cinza a descolorir sua brancura.....

O azul do céu seria mais bonito se fosse igual ao azul do mar.....



Escrito por Ádina às 17h43
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..........

 



Escrito por Ádina às 22h04
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