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Mares revoltos


Então era dezessete de novembro de 2009............

"Era uma vez uma madrinha.

Essa madrinha tinha vários afilhados.

Cada um mais bonito que o outro.

Uns cantavam maravilhosamente,

Outros dançavam leves como plumas,

Outros pintavam quadros lindos....

Aí um dia ela pensou:

Esses meus afilhados são ótimos, mas muito parecidos com todos os outros afilhados de todas as outras madrinhas....

Quero uma afilhada agora.

Mas que seja diferente.

Que tenha um sorriso sempre aberto.

Um coração sem tamanho.

Uma alegria contagiante.

Uma sensibilidade sem igual.

Alguém de cabelos longos,

pois as pessoas de cabelos longos costumam ser sonhadoras.

Que goste de crianças.

Afinal vai tomar conta de todos os meus outros afilhados, rs.

Um dia....belo dia....a encontrou......"

Essa história é mais ou menos inventada. A madrinha existe. A afilhada existe e eu a conheço por causa de sua madrinha.

Parabéns para a afilhada mais querida do mundo!

Feliz aniversário Ana Lúcia!

Mil presentes!

Beijos....abraços.....

 



Escrito por Ádina às 19h53
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Repetições.....

Ainda há tempo....

De olhar estrelas.....

De reler um livro amarelo....

De contar histórias....

De reencontrar alguém....

De  comer  doce  de  leite....

De tomar banho de rio....

O espelho ouvia isso....sempre....em algumas manhãs.....

Em várias tardes....

Todas  as  noites.....



Escrito por Ádina às 19h31
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                                                                  Alma

                                        Minha alma nua

                                        À luz da lua

                                        Inventa histórias

                                                        breves

                                        Minha alma clara

                                        À luz do sol

                                        Perde-se de mim

                                                         Minha alma voa

                                                         sem laços

                                                         sem traços

                                                         ecoa versos

                                                               Transparente

                                                               Assim....



Escrito por Ádina às 19h45
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Poema para um amor inacab ado....

 Perdi meus passos nos caminhos vãos

Sonhei mentiras

Acordei nua

De roupas e tempo

Fantasia.



Escrito por Ádina às 20h49
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                                                  Presente                                                               

 

 

dia cinza trouxe lembranças indesejáveis.

Passado com gosto de futuro.



Escrito por Ádina às 17h52
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Somos maiores que nossas sombras.

Desavisadas, esguias, passeiam pelos muros.

A rua deserta traz lembranças de outros tempos.

De outras vidas?

Tantas, quantas, passaram pela minha.

Quantas passarão...

O coração em silêncio espera por outro dia...

Ensolarado.

Perto está.

Posso sentir seu perfume.

Posso sentir seu calor.

Abraço esperado.

Dia enfim renovado.



Escrito por Ádina às 12h14
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Calendários da alma

O hoje já passou segundo a medição dos calendários escritos. Mas não segundo os calendários da alma.

Os calendários da alma não têm antes nem depois.

Na alma o tempo é sempre presente.

A alma vive chamando de volta um tempo que já passou: isso tem o nome de saudade....

A alma é atrasada. Não quer progresso. Não quer ir para o futuro.

O que ela deseja mesmo é voltar para o passado, porque é no passado que moram os objetos e pessoas que ela amou e perdeu.

A alma navega sempre ao contrário.....na direção do amor......

 

 

Rubem Alves.....



Escrito por Ádina às 18h09
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Paciência.

Transparência.

Reticência.

E eu parada no meio do mundo

                                     esperando o tempo passar.



Escrito por Ádina às 19h48
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no meio do deserto um oásis

para recuperar o fôlego

matar a sede

dormir em paz......

 

uma pessoa nunca está completamente só quando tem amigos......

agradeço a cada um dos meus, por serem esse oásis em meio ao deserto que atravesso.....

coincidentemente na quaresma.....mas há sempre uma nova Páscoa a nos esperar....

renovados, fortalecidos, agradecidos.

tudo dentro de seu tempo.....

e assim será......



Escrito por Ádina às 13h38
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os desertos de cada um

inevitáveis

intransponíveis

definitivos



Escrito por Ádina às 23h13
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Sem o coaxar dos sapos ou o cricri dos grilos,

como é que poderíamos dormir tranquilos

a nossa eternidade?

Imagina,

uma noite sem o palpitar das estrelas,

sem o fluir misterioso da águas?

Não digo que a gente saiba que são águas

estrelas

grilos....

- morrer é simplesmente esquecer as palavras......

E conhecermos Deus, talvez,

sem o terror da palavra Deus!

                                                                  A noite grande

                                                                                       Quintana



Escrito por Ádina às 12h27
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TEMPESTADES

Vou um pouco mais além de mim.

Minha voz é inaudível aos seus ouvidos em muitos momentos.

Tento mais uma vez.

Será indefinidamente?

O vento dissipa os sons, leva para longe os versos que fiz ontem para você.

Ou são seus ouvidos que fingem não escutar?

Quando chegar a tempestade não haverá mais onde se esconder, fingir que não sabe.

Os relâmpagos que cortam o céu, o cortam do oriente ao ocidente.

Impossível não vê-los, não ouvir seus trovões.

Assim serão meus versos....

Uma longa noite de tempestade.

Só para o sol nascer bonito.

E você definitivamente entender, para nunca mais esquecer, o que tento lhe dizer há tanto tempo.



Escrito por Ádina às 21h30
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E o dia amanhece, mesmo que se queira uma noite eterna.....



Escrito por Ádina às 20h59
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Fragmentos de um poeta

Sim. 

Eu bem sei.

Escrevi o que não devia.

Revelei o que não queria.

Expus o mais íntimo sentimento.

Tropeçei.

Cai de cara no chão.

Minhas mãos machucadas tingiram de vermelho o papel branco onde lhe escrevia.

Dizer mais o que?

Contar mais o que?

Que o sangue não estanca?

Que a dor não se tornará branda?

Que o risco de morrer é mais intenso?

O sangue escorre pelo papel.

Respinga o chão.

Anestesia o próprio tempo.

Como se pudesse pará-lo.

Voltar atrás.

Recomeçar.

Do nada.

E nada sendo, nada tendo, ser tudo.

Ser todos.

Ser muitos.

Ser todos os sonhos que você sonhou um dia.

Ser todos os desejos que você nunca me contou.

Minha cabeça lateja.

A distância é tão grande e minha alma cansou.

Sentou no meio fio.

Não quer mais ir ao seu encontro.

E essa dor que não passa.

E essa febre que aumenta.

A noite escura não abriga mais meus sonhos.

O vento parou.

Não mais levará meus versos até você.

Parou o vento.

Parou o tempo.

Minha cabeça lateja.

Meu corpo dói.

Não tenho mais forças para esperar por você.

E disso você nunca saberá.

De mim jamais encontrará outra história.

Outro verso.

Outra rima.

Tudo se desfaz.

O que sou.

O que fui.

O que tenho.

E nada tenho.

Nem a saudade restou.

Só essa dor que não passa...... 



Escrito por Ádina às 23h03
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 O DESAFIO.......

A Ana Lúcia me fez um desafio.... 

No desafio da Ana encontrei  meu poetinha.....

E o poema Achados e Perdidos no livro A vaca e o hipogrifo - Mario Quintana - Porto Alegre, outubro de 77.......

Página 161 - quinta frase completa.....

 

"Estão vendo? De que era mesmo que eu estava falando? Ah! Era dos papéis escritos, extraviados, esquecidos. Quem sabe lá como seriam bons! Quanto a este, que tive o cuidado de não perder, o melhor será colocar-lhe no fim os três pontinhos das reticências...Ninguém sabe ao certo o que querem dizer reticências. Em todo caso, desconfio muito que esses três pontinhos misteriosos foram a maior conquista do pensamento ocidental..."

 

Bem...não tenho tantos amigos blogueiros assim....então repasso o desafio para quem?

Para a Ana Lúcia (de novo!!!!!!)

Para a Adélia

Para a Dora

Para a Elis

Para a Loba!

 

Ah! Sim o desafio:

Pegar o primeiro livro que encontrar.....

Abrir na página 161

Blogar a quinta frase completa......

Repassar o desafio para cinco amigos e avisá-los.... 



Escrito por Ádina às 20h37
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