Uma carta
Tudo bem....
Vai ser assim como você quer.
Ponto final. Sem reticências. Sem entrelinhas. Sem pormenores.
Talvez seja mesmo melhor.
O tempo passa e com ele há de passar essa sensação de inutilidade.
As palavras se perdem com o vento. Quando deixamos. As suas tenho guardadas para sempre.
Não são mais suas. São minhas.
Os dias se repetem. Nunca iguais. O sol que nascerá amanhã não será o mesmo que se pôs agora há pouco.
Assim também serei eu.
Amanhecerei a cada dia.
Mesmo desejando que as noites se tornem eternas.
Que seja assim então......
Escrito por Ádina às 20h20
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Os sapatos de meu pai
Francisco Dantas
Um par de sapatos
Tão grandes
Que me cabem dentro.
São o meu barco,
O meu automóvel,
O meu avião.
Eles me transportam
Ao mundo dos sonhos....
São a minha máquina do tempo,
Pois me levam a datas futuras...
São a minha "truca",
Pois me fazem tão grande
Num mundo tão pequeno....
E me fazem tão pequeno
Num sapato tão grande,
Que, às vezes tenho medo
De me perder dentro deles....
Por isso fico assim
Feito um saci, em um sapato só,
Equilibrando-me para não perder o prumo
Rumo ao futuro, de peito aberto
- NUZINHO! -,
Sem lenço e sem documento.
Por incompetência dessa que vos escreve, deletei o post do dia dos pais.
Aí dez dias depois consigo postá-lo novamente.
Desculpas aos amigos que deixaram seus comentários.
Prometo ser menos atrapalhada daqui em diante, rs.
O texto é do meu amigo Francisco Dantas em seu livro Instantes Poéticos ou no Verso e alma: http://assis_dantas.zip.net
Escrito por Ádina às 19h54
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