TEMPESTADES 
Vou um pouco mais além de mim. Minha voz é inaudível aos seus ouvidos em muitos momentos. Tento mais uma vez. Será indefinidamente? O vento dissipa os sons, leva para longe os versos que fiz ontem para você. Ou são seus ouvidos que fingem não escutar? Quando chegar a tempestade não haverá mais onde se esconder, fingir que não sabe. Os relâmpagos que cortam o céu, o cortam do oriente ao ocidente. Impossível não vê-los, não ouvir seus trovões. Assim serão meus versos.... Uma longa noite de tempestade. Só para o sol nascer bonito. E você definitivamente entender, para nunca mais esquecer, o que tento lhe dizer há tanto tempo.
Escrito por Ádina às 21h30
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